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Meninas na Ciência vai se tornar um Programa do MCTIC

Publicado: Sexta, 10 de Agosto de 2018, 18h39 | Última atualização em Sexta, 10 de Agosto de 2018, 18h39 | Acessos: 395

Na última terça-feira, 7 de agosto, 41 jovens mulheres – estudantes de todos os estados do país – foram divididas em equipes com pessoas que nunca haviam visto antes e receberam um desafio: criar protótipos de equipamentos que pudessem ser utilizados em salas de aulas para auxiliar estudantes de Ensino Médio.

E, na noite de ontem, dia 9, apenas 56 horas após conhecerem as regras das atividades, as meninas já estavam apresentando criativas soluções de ensino em quatro áreas diferentes: Química, Física, Matemática e Biologia.

O resultado foi tão satisfatório que a diretora do Departamento de Políticas e Programas para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia e Comunicação (MCTIC), Sônia Costa, anunciou que vai trabalhar para que o projeto “Meninas na Ciência” vire um programa, com continuidade, inclusive com acompanhamento das jovens cientistas.

Para a pró-reitora de Pesquisa e Inovação do Instituto Federal de Brasília (IFB), Luciana Massukado, coordenadora do desafio, o sentimento é o mesmo. “O Desafio de Projetos teve o encerramento nessa quinta, mas o ‘Meninas na Ciência’ não termina. Todos nós envolvidos queremos dar continuidade, escrever projetos, artigos, e trabalhar para que vire mesmo um programa”, avalia.

O Desafio de Projetos “Meninas na Ciência” é uma realização do IFB e fez parte da programação do ConectaIF 2018.

Os resultados

Antes da apresentação aos mentores e público, as equipes expuseram os protótipos no ConectaIF 2018, quando puderam explicar e tirar dúvidas dos presentes sobre os experimentos. Além dos equipamentos, todas as quatro equipes criaram e disponibilizaram sites e aplicativos para popularizar os conhecimentos gerados no desafio.

A equipe QuimiBox apresentou uma caixa com equipamentos feitos com materiais reciclados e de baixo custo, além de manual e um aplicativo com vídeos, quiz e outras funcionalidades. Tudo isso, da forma mais acessível possível, com tradução em Libras e contraste para baixa visão.

Já a equipe Matec construiu uma caixa de projeções geométricas para ensino de formas e cálculos, com apoio de tecnologias para ir além do material teórico, trazendo o abstrato para o concreto. Outro equipamento criado pela equipe foi um tabuleiro com um labirinto de desafios ambientais com bases matemáticas de lógica. Elas também apresentaram uma plataforma no formato de quiz com raciocínio lógico e probabilidade.

A equipe Milevas Brasileiras apresentou quatro circuitos de Física: Estação Só Lago (ensino sobre densidade), Estação da Ponte Automática (identificação de força e direção), Estação da Roda Gigante (movimento) e Estação da Montanha (atrito). A proposta foi ensinar a disciplina de forma lúdica, com bastante diversão.

Por fim, a equipe Science4all apresentou um jogo para ensinar sobre DNA e mutação genética e um tabuleiro intuitivo para ensinar sobre 15 zoonoses diferentes de todas as regiões do país, permitindo aos alunos aprenderem enquanto brincam. As jovens também criaram um site ensinando o passo a passo para qualquer pessoa montar.

A estudante de Computação do Campus Araguatins do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Cristina Fernandes, acredita que o “Meninas na Ciência” foi além de seus objetivos e vai iniciar um caminho para alcançar o empoderamento feminino na Ciência.

“Queremos criar uma mentalidade de que o lugar da mulher é onde os sonhos dela a levarem. Me sinto muito privilegiada em participar do projeto e muito feliz de levar a amizade de todas essas jovens que conheci aqui", destaca a estudante.

 

Próximos passos

Por sorteio, uma representante de cada grupo foi escolhida para retornar à Brasília em outubro para apresentar os resultados do projeto na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que, neste ano, terá como tema “Ciência para redução das desigualdades”. No evento, elas vão apresentar ao público para que eles possam avaliar os protótipos.

Após isso, os materiais receberão as melhorias necessárias. “A ideia é utilizar impressoras 3D, montar kits em caixa e realmente distribuir para escolas de Ensino Médio”, finaliza Massukado.

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