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Semana de Produção Científica

Uma pausa para o café! Bebida é destaque no ConectaIF

  • Escrito por Déborah Queiroz da Silva
  • Publicado: Sexta, 22 de Setembro de 2017, 20h07
  • Última atualização em Sexta, 22 de Setembro de 2017, 22h06
  • Acessos: 815

Ele é a segunda bebida mais consumida no mundo (e a título de curiosidade, a bebida vencedora no quesito consumo é a água)! O café - querido por muitas pessoas e por outras, nem tanto assim - foi o assunto nas palestras de hoje do Café do Ciência, durante o ConectaIF 2017. O professor de cafeicultura do Instituto Federal Sul de Minas Gerais - Campus Machado, Ivan Caixeta, apresentou as "Inovações Tecnológicas da cafeicultura Brasileira" e falou o trabalho realizado na instituição mineira. 

"Trabalhamos  todas as etapas do cafeeiro, desde a produção de sementes, de mudas, plantio, manejo, colheita, preparo, industrialização, embalagens e comercialização dos cafés. Existe um cooperativa de alunos que participam de todas essas etapas e o lucro do café comercializado por eles é revertido em beneficios como viagens  técnicas, projetos, participação em congressos e eventos. É uma escola muito focada em cafe", explicou. 

Sobre as inovações tecnológicas que surgem no setor, o professor Caixeta apontou projetos desenvolvidos pelos próprios alunos do IFSULDEMINAS. "Lá no instituto temos dois projetos grandes de patente de equipamentos para processamento e secagem de café. Também estamos com um novo [projeto] sobre capsulas de café", conta.  

O Café da Agrotécnica produzido pelo IFSULDEMINAS é comercializado apenas na região. "Nós temos uma produção muito elevada e a gente ainda não dá conta de comercializar toda nossa produção. Parte dos grãos ainda é vendida crua. Temos parcerias com pequenos e médios produtores da região, que levam o café para ser industrializado, aprovado e avaliado. A gente pretende futuramente ampliar nossas comercialização". 

O professor explica que o campus está localizado em uma região favorável para produção de café. "Estamos numa região com clima, solo e características muito adequadas ao cultivo de cafe especiais. A maior parte do nosso café é de qualidade muto boa, qualidade acima da média nacional. Temos micro lotes de cafés especialíssimos, muito finos. Mas temos todos os tipos de qualidade no nosso instituto", explica.  

Lançamento de livro

Em parceria com a editora IFB, foi lançado durante a Vitrine dos Saberes um "Caderno de aulas práticas  para cafeicultura". Com a colaboração de professores devários Institutos Federais e coordenado pelo Campus Machado do IFSULDEMINAS, a obra é voltada à docentes de cafeicultura de todo o Brasil, que poderão utilizar o material para aulas práticas. 

O café que você consome é de qualidade? 

A resposta para essa pergunta foi dada em uma apresentação do barista Daniel Viana, que atua na área há mais de dez anos. Convidado para falar sobre sua experiência Daniel explicou, durante o Café com Ciência, os processos que irão definir a qualidade final da bebida, como o frescor, que depende da data do plantio, da colheita, da torra, da fabricação do café. "Esses períodos influenciam diretamente na qualidade e no frescor da bebida. Café torrado há mais de 30 dias perde o aroma, a cremosidade. Por isso, o café especial é sempre moído na hora e são mais frescos e recentes". 

De acordo com Daniel, no Brasil consumimos um café muito torrado, o que gera um amargor maior. A torra do grão influencia  se o café será mais suave, ácido ou forte. Além disso, o armazenamento do produto também pode alterar o sabor e a qualidade. Por isso, não é recomendado guardar o pó na geladeira por conta das mudanças de temperatura. 

Outro fator que interfere a qualidade e o sabor do café, é o adoçamento. "O açúcar atrapalha degustar o café, primeiro porque ele mascara os sabores ruins. Além disso, você acaba consumindo muito mais açúcar durante o dia. O ideal é sempre tomar um cafe sem açúcar. E quando você faz isso, você começa a perceber a qualidade da bebida que tá degustando", afirma. Durante as explicações os participantes puderam degustar diferentes tipos de cafés e apreciar a qualidade. 

Mas para Daniel, não há maneira errada de fazer café, mas sim na escolha do produto. "O maior erro é comprar café de baixa qualidade. O principal ponto para ter um bom café é ter uma boa matéria prima. Tendo uma boa qualidade do grão e no café moído, é muito difícil estragar esse café. É importante procurar um café de boa qualidade e fazê-lo da maneira que você mais gosta", recomenda. "O melhor café é um café bom numa boa companhia".  

Café 24 horas

Estudantes do Curso Técnico em Alimentos do Campus Gama/IFB desenvolveram projeto de um café gelado que foi apresentado na Fábrica de Ideias Inovadoras, durante o ConectaIF 2017. O produto consiste em uma bebida saborizada com gengibre e conta também com a adição de açúcar para ser consumida pronta e gelada. De acordo com as alunas envolvidas no projeto, o café foi desenvolvido para competir principalmente com os chás gelados. 

O projeto, desenvolvido em pouco mais de dois meses, foi extraído a frio, que consiste em misturar o produto com água em temperatura de -7ºC por 24 horas. O café também passou por vários testes para decidir qual saborizante mais adequado para o produto final. O gengibre foi considerado o que melhor interagiu com a bebida. 

Segundo a estudante Lídia Bianca, "a Fabin serviu para verificar a aceitabilidade do público em relação ao produto. Foi uma diversificação de opiniões. Mas a maioria aceitou bem e disse que compraria o produto, principalmente o público adulto", afirmou. 

Já a alunas Jeniffer Lúcia, o objetivo é atingir também o público que não consome café. "A gente quer chamar atenção do público que não toma café. Tem gente que não toma café por ele ter um sabor muito forte e muito pesado. Esse café é um pouco mais suave, menos amargo, então também seria aceito pelo público jovem. Por ser uma bebida rápida e pelo fato do Brasil ser um país tropical, então quado tá quente muita gente não quer tomar café", pontua. 

Também são parte do projeto as alunas Maria Eduarda e Elizabeth Dias do Campus Gama/IFB.

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