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Experiências do INES e do IBC foram destaques no IncluiIF

  • Publicado: Quarta, 20 de Setembro de 2017, 15h48
  • Última atualização em Quarta, 20 de Setembro de 2017, 19h37

 

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e o Instituto Benjamin Constant (IBC) estiveram hoje no Inclui IF para compartilhar as experiências dos dois institutos em Educação Especial. 

O Instituto Nacional de Educação de Surdos está de portas abertas para estabelecer um relacionamento com a sociedade. Uma das preocupação do Instituto é de incluir de fato as crianças na escola. Todo material e estrutura adaptada para atender a instituição, pois inclusão social é a criança fazer parte de toda educação da escola - do pátio a sala de aula. A escola tem que estar preparada para ver além da deficiência e, ele precisa ser visto como aluno da instituição em seus diferentes ambientes. Perceber a pessoa além da deficiência que ela tem . Atualmente o Ines é uma das instituições que tem um maior número de profissionais intérpretes no país. 

As duas instituições atendem crianças com surdo cegueira, sendo o Ines com trabalho  mais voltado a crianças e o Instituto Benjamin Constant voltado para jovens e adultos.  "Pretendemos fazer no próximo ano um encontro entre estes profissionais para entender questões técnicas sobre o assunto e, ainda este ano teremos um congresso em outubro sobre surdo cegueira", contou Marcelo Cavalcante, diretor do Ines. 

O diretor do Instituto Benjamin Constant, João Ricardo Figueiredo, contou um pouco sobre a origem do Instituto - onde tudo começou com a  experiência do brasileiro José Alvares de Azevedo, com o  Instituto Francês na Europa, montado para atender pessoas cegas, que foi modelo para o início dos trabalhos no Brasil.  A partir disso, o conhecimento sobre o ensino do Braille chegou a primeira paciente cega no Brasil.

A Instituição Benjamin Constant foi criada dentro deste contexto, onde não se falava em processo educacional para deficientes. Então, pioneiro na área,  hoje é centro de referência na área da visão, escola que atende desde o atendimento precoce na própria maternidade. O atendimento acontece em uma escola especializada com  cursos de educação continuada e de ensino fundamental. "O Instituto atende presencialmente em cursos para formação de profissionais e atendemos nos Estados e municípios por demanda de forma gratuita. Ainda estamos em processo de desenvolvimento de oferta de cursos de Mestrado com especialização na área de deficiência visual e, iniciamos o trabalho de Educação a Distância com cursos de alfabetização em braille, com duração de 40 horas", explicou João Ricardo.

Atualmente entre três milhões de cegos, onde 500 mil são cegos, o que representa uma diversidade muito grande neste público. O Instituto pretende atender um público cada vez maior e, também produz material didático  disponível pelo site e com envio gratuito. É possível ter acesso a livros e materiais táteis de diferentes disciplinas, como Química, Matemática ou Física,  que servem de complemento para atender alunos com deficiência da visão.

Por fim, o IBC também recebe médicos e oftalmologistas para fazerem cursos para atuarem na área e, também trabalha na reabilitação de crianças, jovens e adultos. Esses jovens e adultos são encaminhados ao mercado de trabalho. 

Capacitação  no IFB
Rosana Maria, assistente de aluno do IFB Campus Taguatinga, participou da palestra e considera a iniciativa  muito importante dentro do Conecta IF. "Temos muitos alunos com diferentes dificuldades e, a capacitação é muito importante nesses casos. Trabalhamos em equipes multidisciplinares e, todos buscam soluções para lidar com o dia a dia dos alunos no campi. Comecei a fazer Libras porque tínhamos um aluno com esta limitação e, há também situações das mais variadas, como os casos de transtornos que hoje são muito comuns também", conta a profissional. 

Aconteceu também a palestra sobre  "Autismo e Sexualidade" e, o público teve opções de assistir à diversas oficinas.  Um grupo de pesquisadoras e docentes esteve hoje de manhã nas atividades. "As oficinas estão sendo muito produtivas. Gostei da Oficina de Atendimento ao Público Surdo, muito clara e direta com informações e soluções para este público", explicou a professora Ivete Kafure, da Faculdade de Ciências da Universidade de Brasília (UnB). 

 

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