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IncluIF mostra que o protagonismo deve ser de todos

publicado: 30/08/2019 11h17, última modificação: 30/08/2019 12h17
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Um evento para ser inclusivo, não basta, apenas, que se disponibilizem intérpretes de Libras e rampas de acessibilidade. Um evento inclusivo é aquele que oferece a possibilidade de qualquer pessoa assumir o papel que desejar dentro dele.

E, assim, é o IncluIF, evento satélite do ConectaIF. Nos corredores, nos palcos, nas mesas-redondas, com os microfones nas mãos, enfim, em todos os lugares, é possível enxergar a diversidade em sua forma mais plena.

Como exemplo, enquanto no Palco Cultura a Banda Baião de 2, formada por aprendizes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE-DF), animava o público e fazia todos os presentes dançar, no miniauditório, Bernardo Martinez, Luíza Araújo e Gabriel Torquato, autistas, comandavam uma roda de conversa.

“As pessoas têm de entender que as pessoas com autismo são pessoas felizes, são pessoas que conseguem fazer muitas coisas”, fala Luíza, que é escritora e lançou, em 2017, a primeira edição do seu livro Sixteen.

Alessandra Fonseca, coordenadora de Políticas Inclusivas do IFB e organizadora do IncluIF, conta que assumir o papel de protagonista é uma forma de diminuir os preconceitos e estereótipos.

“É muito importante a participação para que eles digam o que necessitam, desde adaptações físicas, curriculares e diminuições de barreiras comunicativas. É necessário que eles falem o que passam no dia a dia para que a sociedade verifique e realize mudanças. Afinal, como qualquer outra pessoa, eles sabem dialogar, falar sobre seus direitos e sobre qualquer outra questão da vida cotidiana”, destaca.

Viviane Guimarães é presidente do Movimento do Orgulho Autista Brasil (MOAB) e parceira do IncluIF há três edições. Para ela, ao longo dos anos, esse protagonismo da pessoa com necessidades específicas no evento foi primordial para conquista de políticas públicas voltadas para a educação inclusiva.

“Todas as vezes que temos debates como esses, saímos muito enriquecidos. Com esta possibilidade, a de o próprio deficiente, ou suas famílias, falar, melhora muito a nossa sociedade como um todo”, finaliza.

Veja fotos do ConectaIF no Flickr.

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